O primeiro post dessa bagaça, e antes de mais nada gostaria de agradecer o Rony pela idéia de marketing (que eu copiei na cara dura xD). Como dito na descrição, as personagens serão baseadas em pessoas que conheço, assim não criarei nenhuma, será tão somente uma simples emulação da minha interpretação de vocês.
Claro que os nomes serão mudados e mantidos em segredo, talvez vocês consigam adivinhar quem são, mas nunca direi a resposta - mistérios vivem mais que mentiras e verdades. E claro, os nomes não estão ai sem motivos.
Chega de papo, apesar de eu conhecer a preguiça mental do brasileiro em frente a um texto, agradeço a quem teve coragem de ler até aqui. E se por ventura alguma alma ler até o fim, aceito criticas e correções gramaticais e /ou ortograficas.
Vamos logo à história, de minha autoria, portanto se copiar me de os créditos, vá plagiar sua mãe. : D
Os métodos do Dr. Helsinki – Parte 1
Henrique já não sabia o que fazer. Para seus amigos aparentava normalidade, mas a angustia que abatia seu coração nunca vazara por sua mascara de bem estar. Ele estava destruído por dentro, e não gostaria nem de longe de saber qual seria o julgamento de seus amigos. Os devaneios eram constantes.
-Acorda seu imbecil! - Greg urrava impaciente - É sua vez de jogar!
Henrique pegou o peão mais adiantado e o moveu mais uma casa.
-Est un 'en passant' ! - Greg comemorou com seu francês macarrônico - É a primeira vez que faço isso tão rápido!
E moveu seu peão, que estava lado a lado com o de Herique, para a posição em que ele estava antes, e removeu a peça do jogo.
-O que é isso?? Nunca vi essa jogada! - exclamou Luis, que ate o presente momento ignorava o jogo nos braços de Ana, e nos tragos de cerveja.
-Pois é, li tudo num livro... Manual De Xadrez, recomendo a leitura mas não empresto o meu porque esta gasto.
-Larga de trapaça! – Exclama Luis em tom zombeteiro, mas ao ver que Henrique pairava num universo autista paralelo, segurou o riso – Ah deixa quieto, ele não ta nesse plano.
-Rique, você ta bem? – perguntou Ana, meio que com desinteresse.
Ele não respondeu.
-Acorda cara! - disse Greg enquanto cutucava o ombro do catatônico
-Hã? O que? Ah... to bem sim – e a mentira estava pintada nua sobre sua mascara.
-Já pode falar o que houve cara – Respondeu Greg com olhos inocentes.
A contragosto, Henrique explicou seu dilema: terminara um namoro de quase um ano e meio, ela havia tomado a atitude e ele tinha um fio de esperança imaginária de que era uma fase da relação, que voltariam logo. Mas não ocorreu. Henrique agora continha seus prantos.
-Ah! Relaxa! Amanha você já ta com outra mais gata! – Afirmou Luis com veemência.
E cortando o ar como um cutelo de açougueiro sujo, Ana acerta a mão com vigor nas costas dele.
-Mais respeito ta?
-Ah tanto faz, vou dar uma volta – Luis saiu seguido por Ana. Greg encarava Henrique com um ar cansado.
Cansado pois o assunto que viria a se seguir era sempre evitado por ele a qualquer custo, apenas almejava nunca ter tido experiências tão efêmeras. Greg sempre quis ser feito de pedra, mas se velhos não são, quem dirá os jovens.
-Rique, você já leu Dom Casmurro?
-Não, devia ter , mas não tive tempo.
-A primeira coisa importante que se aprende com a história é que as duvidas param nossas vidas, ou seja, ninguém se sustenta em cima do muro.
-E a segunda?
-As mulheres carregam uma boa vontade hipócrita... e sustentam sorrisos fraudulentos.
-Sim mas... você não ta dando aula agora Greg, pode falar normal porque nem todo mundo é acadêmico ok?
Greg suspirou e olhou para o chão, depois pegou a carteira de couro falso e revirou todos os compartimentos, até achar um cartão, velho e gasto. O encarou por alguns instantes, e entregou a Henrique.
-Você tem duas opções obvias: ou você vai atrás dela, ou esquece de vez. Se, por um acaso quiser esquecer e não conseguir, vê se liga pra esse terapeuta. É um amigo meu da república, nos tempos da faculdade, fala que você é um conhecido meu e ele não vai cobrar caro...
Algumas semanas e varias garrafas depois, Henrique desistiu da bebedeira, e procurou o cartão do tal terapeuta. De um lado havia apenas um telefone, do outro, uma macha de sangue sobre as letras, onde se lia:
Dr. Alberto Helsinki, Psicoterapeuta.
“O sangue deve ser alguma porquisse do Greg”, pensou ele, enquanto ia de encontro ao telefone com o peito pressurizado por forças quiméricas. Ligou, e foi atendido rapidamente. A secretaria tinha uma voz mansa e sedutora, como se fosse uma prostituta em plena ação, e logo na primeira data que ele perguntou por vaga, ela respondeu que não havia paciente algum para aquele dia. Aceitou de prontidão.
Chegada a data, Henrique se dirigiu ao endereço fornecido, num prédio comercial bem burguês, todo luxuoso e cheio de executivos velhos e médicos da alta sociedade. Imaginou que, se Greg havia se consultado com ele, não poderia ser nesse lugar, ele odeia gente esnobe.
Estacionou numa vaga reservada à pacientes, passou discretamente pelos corredores e elevadores, sem nem olhar nos olhos de ninguém ate chegar na sala 150 do sexto andar.
Quando entrou, notou a belíssima e sedutora secretaria numa espécie de sala de espera. cabelos negros, bronzeada, corpo escultural, um verdadeiro catalisador de libido ambulante. O resto da sala era detalhe. Mas antes de chegar perto dela, a outra porta se abriu, e um homem de cabelos razoavelmente compridos, com um bigode e cavanhaque, lhe encarou como uma criança encara o presente no natal.Antes de esboçar qualquer reação, o presumível Dr. Helsinki o cumprimentou.
-Olá!- disse o Doutor estendendo a mão à Henrique- Você deve ser o paciente de hoje não? Amigo de Greg né?
Inicialmente ele era um retrato mal pintado de Greg
-Sim, sou eu. Henrique Borges, marquei consulta... – todos os seus pensamentos voavam, tudo que seu cérebro processava eram as possibilidades de prazer erótico com aquela secretaria.
-Vamos! Vamos! Entre e sente-se no divã! – Respondeu animadamente o doutor antes que alguém percebesse que Henrique não estava em si.
A seção correu normalmente, Helsinki perguntou sobre a infância, adolescência, sonhos, do que tinha medo e etc. Mas nunca perguntou sobre a vida amorosa ou sexual de Henrique. Ao fim da seção marcou outra para semana seguinte.
E assim foi durante dois meses, as sessões eram cada vez mais chatas, e o doutor demorava cada vez mais para sair de seu consultório, o que era bom para Henrique, que comia a secretaria com os olhos.
No inicio do terceiro mês, quando ele chegou na sala de espera, a secretária disse que o doutor estava com outro paciente, e poderia demorar.Henrique sorriu, e tentou puxar papo com ela.
-Tem feito frio ultimamente né?
-Acho que esta bem quente – ela respondeu secamente, sem tirar os olhos dos papeis em que escrevia.
-Você acha que vai chover?
-Não.
Uns instantes de silêncio, tudo que se ouvia era o barulho do ar condicionado.
-Prédio bonito esse né?
-Acho ele feio.
Na sua mente, Henrique gostaria de seguir a lógica de um filme pornográfico, “Oi”, “Ola”, “Tudo bem?”, “Tudo e com você?”,”Bem também... vamos fazer sexo?” , “Claro!”. Mas ela não demonstrava nenhum interesse, e sim indiferença.
Henrique desistiu, e começou a ficar nervoso na medida em que o ar mudava de cheiro, até que subitamente sentiu uma picada vinda da cadeira à sua coxa. Ele achou aquilo estranho, mas não se moveu. Até começar a surtar de raiva.
-Abre essa porcaria de porta! – Ele berrava enquanto chutava a porta do consultório.- Ah esquece, vou embora daqui.
A saída estava trancada. Henrique urrou como se fosse um vulcão de ódio em erupção, olho em volta, e viu a secretaria o encarando como se ele não fosse o primeiro a surtar ali, esperando uma camisa de força surgir do nada para prendê-lo.
Mas o controle da sua mente estava quebrado: ele tirou o cinto, agarrou a secretária, e não encontrou resistência alguma.
Meia hora depois a porta do escritório se abre.
Sai uma loira espetacular, tão fantástica quanto a secretaria, que, já vestida novamente, sai junto com ela. Logo depois aparece o doutor, somente de calças, com um charuto e uma garrafa de uísque.
-Quer um? – disse ele oferecendo um charuto para Henrique.
-Obrigado, não fumo
-Bebe?- diz ele enchendo um copo.
-Claro
E ficaram ali, cada um em um canto da sala, bebendo, com suas mentes em lugares inimagináveis, até que o silêncio foi quebrado pelo Doutor.
-E então, já esqueceu a vadia da sua ex?
Até aquele presente momento, Henrique não havia pensado nela, desde que entrou na sala de espera. Nem em nenhum momento naquela sala. Ele não respondeu.
-Sabe, as sessões foram todas inúteis, a terapia você fazia aqui na sala de espera mesmo.
Henrique arregalou os olhos e encarou o doutor com uma cara de espanto. Este apenas riu, tragou o charuto lentamente, e respondeu:
-Você sentiu uma picada quando estava sentado, era a injeção de um estimulante, podia não ser necessário mas você tinha que pegar safada, e não o contrario. Meu método funciona com cerca de 90% dos homens...
-Mas... o... Greg , ele sabe disso?
-O Greg? Ta louco? Não sabe, e essa terapia não funcionaria nele, esta naqueles 10%
O doutor Helsiki tragou novamente, deu uma grande golada, e encarando o chão com os olhos semicerrados, continuou
-A propósito, sua puta me custou 200 reais pra cada sessão e mais 3000 por essa ultima...
Henrique ficou boquiaberto, encarando o doutor, que não tirou os olhos do chão. Parecia que ele havia previsto isso, e terminou:
-É meu, puta de luxo de cidade grande, e esta na sua conta!
Fim
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ASHUhUAShuHSuHSUH
ResponderExcluirComeça com um suspense e no final eu rachei o bico!
Muito bom Math!
Ah! Antes que eu esqueça... FIRST!!!